Vida sem Glúten

Oi Pessoal!

Eu nunca expus muito aqui no blog o meu problema com o glúten, agora resolvi falar um pouquinho.
Em 2010 descobri que várias feridinhas e bolhinhas que surgiram na minha pele no final de 2009 eram uma doença chamada Dermatite Herpetiforme. É uma doença auto-imune. Esse tipo de doença acontece, em linhas gerais, quando o nosso sistema imune trava (tipo Windows, sabe?) e não compreende alguma coisa que normalmente acontece no nosso corpo.

Antes dessa eu já tinha uma doença auto-imune, o Hipotiroidismo, onde o meu sistema imune "atacou" a minha tireóide e a fez parar de funcionar. E quando o nosso sistema auto-imune trava, existe uma possibilidade d'ele travar de novo. Agora ele não entende mais o que é o glúten no meu organismo.
(Povo, esse é o jeito mais simples que eu tenho de explicar o problema. Não sei se a explicação médica tá 100% não, mas acho que sim)

Muita gente aqui vai perguntar se eu tenho a Doença Celíaca. Não, não tenho. Há quem diga que a Dermatite Herpetiforme é uma forma da doença celíaca, mas não é assim que eu entendo não. Sei lá. Fiz praticamente todos os exames, e deram negativos. Só não fiz a biópsia de intestino, porque a gastro não quis me submeter a esse exame (terrível, segundo ela), já que todos os outros exames tinham dado negativo e eu já teria que me submeter ao próprio tratamento da doença celíaca, de qualquer jeito: a dieta sem glúten.

E assim desde junho/2010 eu não como mais glúten. A pele melhorou 1000%, há muito tempo já posso usar e abusar de um tomara-que-caia, porque antes eu não podia. A região do colo é muito afetada. Hoje tá normal, e assim fica, desde que eu mantenha a dieta. E ainda assim tomo um remédio, mas que a dermatologista está tirando aos poucos. A meta é ficar sem remédio a partir de julho!



Agora pensem comigo: o que é o glúten? É um negocinho que tá no trigo (!!!!!!!), aveia, cevada e malte.
Ok, não tô nem aí pra aveia, cevada nem malte. Não gosto nem de cerveja nem de uísque. Mas o trigo...
Pois é... não posso mais comer nada que tenha trigo.
E, por coincidência, eu gosto muito de cozinhar! E nessa eu tive que descobrir como fz um monte de receita. Principalmente pão. Houveram várias tentativas mega-frustradas, muito pão (ou melhor, pedra!) foi pro lixo. Ou era impossível engulir, ou era impossível morder!

Hoje eu faço um pãozinho gostoso, um bolo de cenoura de comer rezando e recentemente me arrisquei numa lasanha que ficou "dos deuses". Fiz panquecas sem glúten e montei ela. A dieta foi pro buraco, né? Mas vou fazer uma pequeninha, só pra mim e pro marido, pra uma refeição só.

Pois é, tive que me habituar (e habituar o marido) a ler todos os rótulos, pois ainda bem que existe a lei do "contém/não contém" glúten, e prestar atenção nos alimentos que não têm glúten na receita, mas podem estar contaminados por algum processo industrial.

Exemplo: Nescau não tem glúten em sua composição, mas é contaminado no processo de envasamento, porque o mesmo maquinário envasa a farinha láctea (que tem glúten), sem uma limpeza mais detalhada.
Hoje eu queria, aqui, agradecer à dezenas de blogueiras, em sua maioria celíacas ou mães de crianças celíacas, que disponibilizam todas as suas receitas na internet, porque foram elas que salvaram a minha alimentação. Agradecimento especial à Jozi, que postou o meu pão-salvação, e à Débora, que me apresentou à farinha de soja, que me salvou no sabor.


E um mega-hiper-power obrigada à Beta, do blog Desbagunçando, que me convidou para postar receitas sem glúten lá. Confiou no meu "bom gosto" e bom paladar. Ela me acha malvada, porque mando umas coisas com umas caras bem gostosas, mas tudo bem, é malvadeza mesmo, às vezes. Para acessar as receitas sem glúten, acessem esse link aqui.
Aproveitem e vasculhem o blog dela, que é muito legal!

Beijinhos, meu povo!

4 comentários:

FlahH* disse...

Nossa menina que trabalhão heim?

Eu iamgino como teve que mudar o estilo de vida, mas pela saúde vale mto a pena né?


beijos

Josi Não Contém Glúten disse...

Oi Clara, você está de parabéns pela forma clara e simples que explica a intolerância, passei pelo mesmo processo.
Sempre digo que o mais difícil é aceitar, depois que a gente descobre o quanto podemos substituir e criar passamos a nos divertir com isso. Há ocasiões de sofrimentos, de passar vontade de sentimento de exclusão (no caso dos amigos se reunirem numa pizzaria, por exemplo.) mas superamos isso a cada dia. Só deixo um alerta sobre o exame, a biópsia do intestino não é tão terrível, é uma endoscopia mais profunda, vc acaba que não sente nada. Vale a pena passar por ela para a investigação e diagnóstico correto, se não foi o seu caso, pode ser de mtas pessoas que sofrem com sintomas sem saber a causa.
Obrigada pela participação no josinaocontemgluten, fico muito feliz em poder te ajudar. Beijos e até a próxima delícia!

Fernanda Reali disse...

Sei quase nada deste assunto e gostei de ler o post porque aprendi um pouquinho mais. Esta do Nescau se contaminar no envasamento pela sobra da farinha láctea me deixou de queixo caído.

É o tipo de matéria que deveriam abordar nas aulas de biologia na escola, dar um alerta.

beijooo

Janete disse...

Oi Clara!!! Puxa que coisa esse seu problema com glúten hein...Que bom que vc descobriu várias formas de continuar comendo as coisas que gosta, mas de uma maneira que não te faça mal. Adorei o seu blog, conheci seu cantinho atarvés do desafio de organização da Alessandra, e adorei... Estou seguindo!! BJ

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